Nomes de bebê em alta em 2024: Noah e Gael entram para o topo no Brasil e surpreendem rankings tradicionais

publicado : mai, 31 2025

Nomes de bebê em alta em 2024: Noah e Gael entram para o topo no Brasil e surpreendem rankings tradicionais

Tradição dá espaço para modernidade na escolha dos nomes de bebê brasileiros

Que tal dar uma olhada nos nomes de bebê mais registrados em 2024 no Brasil? O que era esperado como tradição virou passado: Miguel perdeu o reinado que tinha desde 2020, e nomes como Noah e Gael, antes praticamente inexistentes, agora estão entre os favoritos dos pais brasileiros. O que explica essa mudança? Segundo um levantamento recente do registro civil, divulgado pela Arpen-Brasil, a criatividade dos pais anda em sintonia com tendências globais e novas referências midiáticas.

O nome Helena conquistou o topo pela primeira vez em anos, batendo 24.532 inscrições, e quebrou uma sequência de anos dominados por nomes masculinos. Para se ter uma ideia, há menos de dez anos, Helena mal aparecia dentre os 50 nomes mais dados a meninas. Mas o grande fenômeno foi Gael — completamente fora do radar dos registradores anos atrás e, agora, figura no terceiro lugar geral, com 21.302 registros. Logo atrás está Noah, ocupando a décima posição com 17.447 meninos batizados assim, algo impensável há uma década.

O que está puxando a onda de nomes curtos e internacionais?

O que está puxando a onda de nomes curtos e internacionais?

Muitos pais dizem que querem nomes fáceis de pronunciar, que funcionem bem em diferentes idiomas e tenham sonoridade leve. Não por acaso, Noah e Gael são curtos, universais e já aparecem em novelas, séries e nas escolhas de famosos. Helena, por sua vez, cresceu de pouco a pouco: da 45ª posição em 2015 para o topo em 2024 — um salto alimentado, em parte, por novelas e personagens de destaque.

Especialistas apontam para a força das influências da cultura pop e das redes sociais neste novo momento. Hoje basta um nome se destacar entre influenciadores, atrizes ou até personagens queridos para disparar nas certidões de nascimento. O resultado é esse: nomes improváveis viram tendência nacional em questão de poucos anos.

No ranking de 2024, apenas três nomes femininos aparecem no top 10: Helena, Cecília e Maite. O restante é masculino, como Ravi, Arthur e outros já conhecidos, mostrando que os casais ainda apresentam uma preferência maior por nomes de meninos quando o assunto é 'moda'.

Apesar do levantamento apresentar números nacionais, dá para perceber algumas diferenças regionais nas escolhas, geralmente ligadas à tradição local ou ao sucesso mais forte de certos programas de TV. Mas, no geral, a centralização do registro permite um retrato fiel das tendências para o país como um todo — e, ao que parece, aquela busca pelo nome “comum” está dando lugar a escolhas mais originais e antenadas com o mundo.

Comentários (10)

Elisangela Veneranda

Noah e Gael? Pô, meu irmão deu esse nome pro filho e todo mundo achava que era um personagem de anime 😂 Aí virou moda e agora todo mundo tá batizando assim. Eu tô torcendo pra minha sobrinha virar a primeira 'Zayra' do Brasil, quem sabe?

Victória Ávila

eu acho que é mais q moda... é q os pais agora querem nomes q n pareçam q vieram de um livro de 1980. helena? q bom! mas cadê os nomes q a gente usava antes? tipo maria, ana, josé... agora é tudo tipo 'vish, isso é tão 2005'

Joffre Vianna

Ah claro porque o capitalismo cultural precisa de novos símbolos pra vender identidade através de certidões de nascimento... Gael não é nome é um produto de marketing digital com direito a hashtag e influencer endorsement. A humanidade virou um catálogo de Amazon com nome de bebê

Carlos Alves

eu to achando isso tudo uma bosta. nome de bebê tem que ser fácil, bonito e com raiz. Noah? É inglês. Gael? É irlandês. E aí? A gente tá perdendo a identidade. Minha filha se chama Luana e tá tudo certo. Ninguém tá falando disso

Thaiane Cândido

O fenômeno é claramente ligado à hiperconectividade e à viralização semântica. A semântica onomástica contemporânea opera sob o paradigma da legibilidade algorítmica - nomes curtos, com alta sonoridade CV e baixa entropia fonológica, são priorizados por algoritmos de redes sociais que favorecem a memória cognitiva. Resultado? Gael > Miguel. É lógica de engajamento, não de tradição.

Nathalie Ayres de Franco

Eu acho bonito ver os pais escolhendo nomes diferentes... minha prima deu o nome da avó dela pra filha, mas com um toque moderno: 'Helena' virou 'Hélia'. Fiquei emocionada. É como se estivessem resgatando o passado sem deixar de ser quem são agora.

Pedro Completo

O que é isso? Um colapso cultural? Miguel, que era o nome mais registrado há 5 anos, caiu para o 7º lugar? E Gael? Onde foi que isso começou? Isso não é evolução, é desintegração da identidade linguística brasileira. A Arpen-Brasil deveria ter um comitê de ética onomástica. Será que isso é legal?

Daniel Queiroz

ALERTA MÁXIMO: Essa onda de nomes estrangeiros é um plano da elite global para apagar nossa identidade! Eles escolheram Noah e Gael porque são fáceis de pronunciar em inglês e depois vão virar nomes de produtos de luxo! E Helena? Tá tudo ligado! É a mesma estratégia que usaram pra fazer 'sushi' virar comida de elite enquanto o feijão virou 'comida de pobre'! O governo tá escondendo isso!

johnny dias

Eu to achando isso tudo muito natural. Nomes mudam com o tempo. Meu avô se chamava José e meu filho se chama Theo. Nada de errado nisso. O importante é que o nome tenha significado pra família. E se o nome é bonito e a criança cresce feliz, quem se importa se é Gael ou Miguel?

andreia santos macena

Essa análise é superficial. O que realmente importa é que os pais estão se tornando mais egocêntricos. Eles não escolhem nomes para os filhos, escolhem para si mesmos. Gael é um nome que soa como se o pai tivesse lido um livro de poesia irlandesa e se achou um gênio. É narcisismo disfarçado de cultura.

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sobre o autor

Turian Biel

Turian Biel

Sou especialista em notícias e gosto de escrever sobre tópicos relacionados às notícias do dia a dia no Brasil. Trabalhando como jornalista há mais de 15 anos. Tenho uma abordagem analítica e procuro trazer uma perspectiva diferenciada aos leitores. Meu objetivo é manter as pessoas informadas sobre os acontecimentos mais relevantes.

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