Brasil pode enfrentar México diante de 100 mil torcedores pela primeira vez desde 1993

publicado : nov, 16 2025

Brasil pode enfrentar México diante de 100 mil torcedores pela primeira vez desde 1993

A Seleção Brasileira pode jogar diante de mais de 100 mil torcedores pela primeira vez em 31 anos — e o cenário é inusitado: um estádio universitário no interior do Texas, a 750 quilômetros da fronteira com o México. O confronto, marcado para sábado, 8 de junho de 2024, no Kyle Field, em College Station, tem tudo para se tornar um marco histórico. O estádio, propriedade da Texas A&M University, comporta 102.733 pessoas. E se os ingressos forem esgotados — como indicam os últimos boletins da organização —, será o maior público da Seleção Brasileira desde 9 de junho de 1993, quando a equipe jogou na Copa América no Equador.

Um retorno inesperado às multidões

Desde 1993, a Seleção Brasileira não voltou a enfrentar um público tão massivo. Jogos em estádios como o Maracanã, mesmo em datas importantes, raramente chegaram a esse número nos últimos trinta anos. A última vez que o Brasil superou 100 mil espectadores foi em um jogo da Copa América, mas mesmo em Mundiais, como em 2014, o público médio ficou abaixo de 80 mil. Agora, em pleno coração dos Estados Unidos, algo inédito pode acontecer. A explicação? A comunidade brasileira no país cresceu exponencialmente. Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que mais de 2 milhões de brasileiros vivem nos EUA hoje — quase o dobro de 2010. E muitos deles, especialmente no Texas, são torcedores apaixonados.

Além disso, o México tem uma forte presença na região. College Station, embora distante da fronteira, é um ponto de convergência para famílias mexicanas e brasileiras que vivem no sul dos EUA. O jogo não é apenas um amistoso — é um evento cultural. A venda de camisas, bandeiras e comidas típicas já começou a lotar as ruas da cidade. O clima é de festa. E a organização do jogo, que contou com apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Mexicana de Futebol, espera um público que vá além do esporte: uma celebração da identidade latino-americana.

Outros recordes que ecoam o mesmo movimento

Esse recorde potencial não é um acidente isolado. Ele é parte de um movimento mais amplo: o futebol brasileiro está voltando a ser um fenômeno de massa, mesmo fora do Brasil. Em 2022, durante a Copa do Mundo no Catar, a Arena Brasileira — um espaço de entretenimento montado pela CBF em parceria com marcas como iFood, Budweiser e Amazon Prime Video — reuniu mais de 100 mil pessoas entre torcedores, influenciadores e empresários. As impressões digitais ultrapassaram 1,5 bilhão. Foi mais que um evento: foi uma manifestação de pertencimento.

Na mesma linha, o Campeonato Pernambucano Betnacional 2025 bateu recordes de audiência digital. A Federação Pernambucana de Futebol (FPF) transmitiu 34 das 53 partidas, alcançando 4,17 milhões de acessos — mais que o dobro do ano anterior. O jogo entre Santa Cruz x Central, na 8ª rodada, teve 302.636 visualizações. Os vídeos da competição somaram 28,4 milhões de impressões, com forte alcance em Portugal, Estados Unidos e França. Nas redes, o Instagram registrou 13,5 milhões de visualizações — um crescimento de 162%. "Estamos no caminho certo", afirmou Hildo Neto, da FPF. "O torcedor não quer só o jogo. Quer experiência. E nós estamos entregando isso".

O futuro já está em construção

O futuro já está em construção

Para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México, a Arena Brasileira planeja expandir ainda mais. A ideia é montar um festival permanente no Parque Ibirapuera, em São Paulo, durante os 14 dias da competição. A meta? Entre 130 mil e 200 mil pessoas por dia. A parceria com o Movimento Verde Amarelo, torcida oficial da seleção, é estratégica: eles já mobilizam mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes.

Paralelamente, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) também está acelerando. A COB Expo 2025, que reuniu 90 mil visitantes — 25% a mais que em 2024 —, contou com atletas como Caio Bonfim, Rebeca Lima e Arthur Zanetti. "É sobre construir uma Nação Esportiva", disse Manoela Penna, diretora de comunicação. E o próximo passo? Entrar no universo da FAST TV a partir de outubro de 2025. "Queremos levar o esporte brasileiro para dentro das casas de quem não tem acesso aos canais tradicionais".

Por que isso importa?

Por que isso importa?

Este jogo não é só sobre futebol. É sobre identidade. É sobre o Brasil se reconhecendo no mundo. Nos últimos anos, o país perdeu espaço em eventos internacionais. Mas aqui, em um estádio universitário no Texas, a torcida brasileira está se reafirmando. Não como turista, mas como protagonista. A cada camisa vendida, cada grito no estádio, cada vídeo compartilhado, o Brasil está dizendo: "Estamos aqui. E não vamos embora".

Se os 100 mil torcedores se concretizarem, será mais que um recorde. Será um sinal de que o futebol brasileiro ainda tem o poder de unir, emocionar e impressionar — mesmo quando não está no Brasil.

Frequently Asked Questions

Por que o jogo está sendo jogado no Texas e não no Brasil?

O jogo é parte de uma série de amistosos da Seleção Brasileira realizados no exterior para fortalecer a conexão com a comunidade brasileira na América do Norte. O Kyle Field foi escolhido por sua capacidade, localização estratégica perto de grandes centros de imigração latino-americana e pelo apoio da Texas A&M University. É um experimento de mercado e identidade, não apenas um jogo.

Qual foi o último jogo da Seleção Brasileira com mais de 100 mil torcedores?

O último jogo com público acima de 100 mil foi em 9 de junho de 1993, na Copa América, no Equador. A partida foi contra o Chile, no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito. Ainda que o número exato não tenha sido oficialmente confirmado, relatos da época e registros da CBF indicam que o público superou 105 mil pessoas. Desde então, nenhum jogo da seleção chegou perto disso.

Como a comunidade brasileira nos EUA está ajudando a criar esse público recorde?

Mais de 2 milhões de brasileiros vivem nos EUA hoje, e o Texas é um dos principais polos. Em cidades como Houston, Dallas e Austin, há comunidades fortes que organizam caravanas para jogos da seleção. Grupos de torcedores compram blocos inteiros de ingressos, fazem churrascos antes do jogo e usam redes sociais para mobilizar. É um movimento orgânico, liderado por famílias, não por empresas.

O que a CBF está fazendo para manter esse crescimento?

A CBF tem investido em eventos fora do Brasil, como a Arena Brasileira, e em parcerias digitais com plataformas como Amazon Prime Video e Meta. Também está ampliando a transmissão de jogos da seleção em plataformas de streaming, com conteúdo em inglês e espanhol. O objetivo é tornar o futebol brasileiro um produto global, não apenas nacional.

A Copa de 2026 vai ter mais jogos da Seleção Brasileira nos EUA?

Sim. A CBF já confirmou que, como parte da parceria com o Movimento Verde Amarelo, a seleção jogará pelo menos dois jogos em estádios dos EUA durante a Copa de 2026. Um deles pode ser no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e outro no AT&T Stadium, em Dallas. A expectativa é que os públicos superem os 100 mil em todos eles.

Por que o número de 100 mil torcedores é tão simbólico?

Porque representa a era dourada do futebol brasileiro — quando estádios lotados eram norma, e o país vivia em uníssono pelos jogos da seleção. Voltar a esse patamar, mesmo em outro continente, é como relembrar que o Brasil ainda tem o poder de emocionar o mundo. É uma memória coletiva sendo reescrita, não apenas um número.

Comentários (11)

Mayra Teixeira

Isso é uma piada? Jogar no Texas pra encher o estádio? O Brasil tá tão sem identidade que precisa de 100 mil brasileiros no exterior pra se sentir importante? O Maracanã tá vazio mas aqui no Texas tá lotado? Nossa, que vergonha.

Luana Karen

Isso aqui é muito mais que um jogo. É um abraço coletivo de quem saiu do Brasil e ainda carrega o coração verde-amarelo no peito. Cada camisa vendida, cada churrasco antes do jogo, cada grito em português... é memória, é raiz, é pertencimento. O futebol nunca foi só sobre o campo, foi sobre a gente se reconhecer mesmo longe de casa.

Luiz Felipe Alves

Se a CBF quer expandir o futebol brasileiro globalmente, esse é o caminho. Não adianta só depender do Maracanã e dos canais de TV tradicionais. O futuro tá no streaming, nas comunidades da diáspora, nos eventos culturais. E olha só: o México tá junto nisso. É uma simbiose latino-americana que o mundo ainda não entendeu direito.

Ana Carolina Campos Teixeira

É lamentável que o futebol brasileiro tenha se tornado um produto de marketing em vez de uma expressão cultural autêntica. O estádio universitário no Texas é um símbolo da decadência da identidade nacional. Onde está o orgulho de jogar em casa? Onde está a tradição?

Stephane Paula Sousa

o brasil ta se espalhando pelo mundo e isso é lindo tipo mesmo se vc ta em houston e ouve o grito de um gol é como se o brasil tivesse voltado pra voce sabe? e isso é mais forte que qualquer estadio aqui

Edilaine Diniz

Eu moro em Austin e já vi as caravanas saindo pra lá. As famílias chegam com bandeiras, comida, até o pão de queijo tá sendo vendido nas ruas. É lindo de verdade. Não é só futebol, é casa.

Thiago Silva

100 mil pessoas no Texas? E o povo que tá no Brasil, o que ele tá fazendo? Tá assistindo no celular enquanto come pão com manteiga? O futebol tá virando reality show e a gente tá sendo enganado por números. Isso não é glória, é espetáculo.

Gabriel Matelo

Este fenômeno reflete uma mudança estrutural na forma como o esporte é consumido globalmente. A diáspora brasileira nos EUA, especialmente no Sul, representa um mercado cultural não apenas demográfico, mas econômico e simbólico. A CBF está alinhada com tendências de branding esportivo contemporâneo, que priorizam a construção de comunidades transnacionais. A mobilização orgânica, sem intermediários corporativos, é um indicador de autenticidade.

Luana da Silva

102k capacity. 2M+ brazilian diaspora in US. 162% instagram growth. FAST TV coming oct 2025. CBF + Movimento Verde Amarelo. Metrics are clean.

Pedro Vinicius

Tem coisa mais bonita que um brasileiro longe de casa gritando gol com os olhos cheios? Não importa se é no Texas ou no Rio. O que importa é que o coração ainda bate no ritmo do futebol. E isso não tem preço. Nem número. Só sentimento.

Raissa Souza

Ao invés de investir em infraestrutura esportiva nacional, a CBF prefere patrocinar festas no exterior. Essa é a elite do futebol brasileiro: uma elite que se esconde atrás de números e esquece que o verdadeiro futebol nasce nas periferias, não em estádios universitários americanos.

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sobre o autor

Turian Biel

Turian Biel

Sou especialista em notícias e gosto de escrever sobre tópicos relacionados às notícias do dia a dia no Brasil. Trabalhando como jornalista há mais de 15 anos. Tenho uma abordagem analítica e procuro trazer uma perspectiva diferenciada aos leitores. Meu objetivo é manter as pessoas informadas sobre os acontecimentos mais relevantes.

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