Brasil enfrenta Tunísia em amistoso final de 2025 com olho na Copa do Mundo

publicado : nov, 17 2025

Brasil enfrenta Tunísia em amistoso final de 2025 com olho na Copa do Mundo

A Seleção Brasileira entra em campo na terça-feira, 18 de novembro de 2025, às 16h30 (horário de Brasília), no Decathlon Stadium, em Lille, para enfrentar a Tunísia em um amistoso que encerra a agenda da equipe em 2025. Não é só mais um jogo. É a última chance para jogadores como Éder Militão, Wesley e Vitor Roque convencerem o técnico Carlo Ancelotti de que merecem vaga na Copa do Mundo de 2026Estados Unidos, Canadá e México. O Brasil vem de uma vitória por 2 a 0 sobre o Senegal no sábado, 15 de novembro, e Ancelotti quer manter o ritmo — mas também testar novos nomes. A Tunísia, por sua vez, chega como a melhor equipe das eliminatórias africanas. E não vem sozinha: milhares de tunisianos vivem na França, e o estádio promete ser um mar de verde e vermelho.

Escalões mudam, e Ancelotti testa o futuro

Carlo Ancelotti, nascido em Reggiolo, Itália, anunciou duas alterações na escalação titular. O zagueiro Éder Militão, que atua pelo Real Madrid, entra no lugar do lesionado Gabriel Magalhães, que sofreu uma contusão muscular no jogo contra o Senegal. Já Wesley, que atua no Al Nassr, retorna à lateral direita, substituindo Renan Lodi. A defesa completa será: Ederson, Wesley, Éder Militão, Marquinhos (capitão) e Alex Sandro. No meio, Casemiro e Bruno Guimarães formam a dupla de volantes, com Estêvão, Vinícius Júnior, Rodrygo e Matheus Cunha na frente.

No segundo tempo, Ancelotti promete dar minutos a Vitor Roque, do Barcelona, e a Fabinho, do Liverpool — dois jogadores que podem ser peças-chave na Copa de 2026. O técnico já deixou claro: em março de 2026, quando o Brasil enfrentará França e Croácia em amistosos nos EUA, ele vai convocar praticamente o time que levará ao Mundial. "Aqui não é só sobre resultados. É sobre quais jogadores têm a mentalidade certa para enfrentar pressão em jogos decisivos", disse Ancelotti em coletiva.

Tunísia: a surpresa africana com um sonho na mira

Comandada pelo técnico Sami Trabelsi, nascido em Tunis, a Tunísia é a única equipe africana que conquistou o primeiro lugar em seu grupo nas eliminatórias — superando Gana, Senegal e Egito. Seu elenco mistura jogadores nascidos na Europa com atletas da diáspora tunisiana. O meia Hannibal Mejbri, de 23 anos, que atua no Manchester United, é a estrela em ascensão. Já o atacante Taha Yassine Khenissi, 33, é o líder de gols da equipe nas eliminatórias.

"Não há nada maior do que jogar contra o Brasil na França — um país com uma grande comunidade tunisiana que viajou aos milhares para nos apoiar em nossa última partida aqui, há três anos. Será um jogo emocionante e certamente um grande teste para nós, enquanto iniciamos nossa preparação para a Copa do Mundo do ano que vem", afirmou Trabelsi. A Tunísia disputará sua sétima Copa do Mundo em 2026, e esta partida em Lille é o primeiro grande desafio da nova era.

Transmissão ao vivo e mudanças na programação da Globo

A partida será transmitida ao vivo pela TV Globo (canal aberto), SporTV (canal por assinatura) e GE TV (via Globoplay e YouTube). Por causa do jogo, a programação da Globo sofreu alterações: o "Sessão da Tarde" foi cancelado, e o "Vale a Pena Ver de Novo" foi antecipado para as 15h30, com reprise de "Avenida Brasil". Os fãs que não têm acesso à TV por assinatura podem acompanhar pelo YouTube, onde a GE TV transmite os amistosos da seleção gratuitamente — um movimento estratégico da emissora para atrair jovens espectadores.

Um jogo com impacto além do placar

Um jogo com impacto além do placar

Este amistoso não é apenas uma preparação. É um termômetro. O Brasil ainda não definiu sua base para 2026. Vinícius Júnior e Rodrygo estão no topo, mas quem será o terceiro atacante? Cunha? Vitor Roque? Gabigol? O volante Lucas Paquetá ainda não foi convocado — e isso gera especulação. Por outro lado, a Tunísia quer mostrar que é mais do que uma seleção de contos de fadas: ela quer ser uma força real na Copa.

Além disso, o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 acontece em 5 de dezembro. O Brasil, como cabeça de chave, pode enfrentar qualquer seleção da Europa, Ásia ou Oceania. A Tunísia, por sua vez, entrará no grupo de seleções da África, mas terá que enfrentar adversários como Marrocos, Nigéria e Senegal — e o desempenho contra o Brasil pode influenciar seu posicionamento no ranking da FIFA, crucial para o sorteio.

Por que isso importa para o torcedor brasileiro?

Porque o Brasil não pode mais se dar ao luxo de jogar com o time B. A última Copa, no Catar, foi um choque. A eliminação nas quartas de final, em casa, contra a Croácia, deixou uma ferida. Ancelotti não tem tempo para erros. Cada minuto neste jogo é um currículo para a vaga na Copa. E o torcedor que acompanha de casa precisa entender: o time que vencer em Lille não é só o mais forte hoje. É o que tem mais chance de ser campeão em 2026.

Frequently Asked Questions

Quais jogadores estão em risco de não ir à Copa do Mundo de 2026?

Jogadores como Gabriel Magalhães, que sofreu lesão, e Renan Lodi, que perdeu a vaga para Wesley, estão sob pressão. Também estão em dúvida Lucas Paquetá, que ainda não foi convocado, e Pedro, que não convenceu nos últimos amistosos. Ancelotti prioriza jogadores com experiência em ligas europeias e que demonstram consistência. Quem não se destacar em março de 2026, contra França e Croácia, provavelmente será cortado.

Por que a Tunísia está tão bem nas eliminatórias africanas?

A Tunísia surpreendeu ao vencer o grupo com 18 pontos, mesmo sem jogadores estrelas na Europa. A chave foi a disciplina tática de Sami Trabelsi e a mistura de jogadores da diáspora — como Hannibal Mejbri e Dylan Bronn — com atletas da liga tunisiana. Eles são sólidos defensivamente, com apenas dois gols sofridos em 10 jogos. A equipe tem mais experiência do que a maioria das seleções africanas, e isso fez a diferença nas partidas decisivas.

Onde será o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026?

O sorteio ocorrerá em 5 de dezembro de 2025, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O Brasil, como cabeça de chave, entrará no Grupo A, mas o adversário ainda é incerto. Pode ser um time da Europa, Ásia ou Oceania. A Tunísia, por sua vez, será colocada em um grupo com outras seleções africanas, mas o desempenho contra o Brasil pode afetar seu ranking e, por consequência, seu caminho na Copa.

Como a comunidade tunisiana na França influencia este jogo?

A França tem a maior comunidade tunisiana da Europa — cerca de 800 mil pessoas, segundo dados do INSEE. Em Lille, onde o jogo será realizado, há bairros com forte presença tunisiana. Em 2022, mais de 20 mil tunisianos foram ao estádio para apoiar sua seleção contra a França. Desta vez, espera-se um público semelhante, o que cria um clima de casa para a Tunísia — algo raro em jogos fora da África. Isso pode ser um fator psicológico decisivo.

Qual é o histórico de confrontos entre Brasil e Tunísia?

O Brasil venceu todos os cinco confrontos anteriores contra a Tunísia, incluindo o Mundial de 1998 (3 a 0) e o de 2006 (2 a 1). O último jogo foi em 2018, no Catar, quando o Brasil venceu por 2 a 1, com gols de Neymar e Philippe Coutinho. Apesar disso, a Tunísia nunca perdeu por mais de dois gols de diferença. Em 2026, a diferença de qualidade pode ser menor — e isso é o que assusta o Brasil.

O que Ancelotti precisa ver neste jogo para definir a base da Copa?

Ancelotti quer ver consistência, não apenas talento. Ele busca jogadores que saibam manter a posse sob pressão, que não se percam em transições e que tenham maturidade emocional. Vitor Roque, por exemplo, precisa mostrar que consegue jogar como centroavante em um sistema de 4-3-3. Fabinho precisa provar que ainda tem ritmo de alta intensidade. E o time como um todo precisa demonstrar que não depende só de Vinícius e Rodrygo para vencer.

Comentários (14)

Leonardo Netto

Éder Militão tá na linha de frente pra garantir vaga, mas eu tô curioso pra ver o Vitor Roque jogando como centroavante. Ele tem o talento, mas a pressão de ser a próxima grande promessa do Brasil é enorme.
Se ele não mostrar equilíbrio, pode acabar virando só mais um nome que brilhou no amistoso e some no Mundial.

Paulo Garcia

Carlo Ancelotti tá fazendo tudo errado se acha que Wesley é melhor que Lodi, esse cara tá no Al Nassr e não na Serie A, como ele vai se adaptar à pressão da Europa?
Se o Brasil quer ser campeão, precisa de jogadores que já vivem no futebol de alto nível, não de empréstimos do Golfo.

Ayrton de Lima

É fascinante como a dinâmica tática deste amistoso reflete uma epistemologia mais profunda do futebol moderno: a transição entre o jogador-mercadoria e o atleta-identidade.
Wesley, ao ser colocado na lateral direita, não é apenas um substituto - é um símbolo da colonização cultural do futebol brasileiro pela lógica do capital global, onde o jogador da Arábia Saudita é mais confiável que o da Serie A por causa de sua 'estabilidade emocional' - uma noção ridícula, mas que Ancelotti parece abraçar como dogma.
E o Vitor Roque? Um menino prodígio cuja alma ainda não foi corrompida pelos algoritmos de scouting, mas que talvez não sobreviva à burocracia da seleção.
Enquanto isso, a Tunísia, com sua diáspora vibrante e seu treinador que entende que futebol é poesia coletiva, representa o que o Brasil perdeu: a alma do jogo, não apenas o resultado.

Luís Vinícius M C

Mano, que jogo vai ser! Já tô animado pra ver o Vitor Roque no ataque, ele tem uma pegada diferente.
E aí, o Fabinho vai dar um gás no meio-campo? Se ele estiver bem, o Brasil tá de boa pra 2026.

Iara Rombo

É interessante como o futebol se tornou um espelho das estruturas sociais: a Tunísia, com sua mistura de jogadores da diáspora e da terra natal, representa uma identidade híbrida que muitos brasileiros ignoram.
Nós, no Brasil, ainda insistimos em ver a seleção como um monólito de talento puro, mas a realidade é que a consistência, a disciplina e a coesão - valores que a Tunísia demonstra - são tão importantes quanto a genialidade individual.
Ao subestimar isso, corremos o risco de repetir erros do passado.

Cheryl Ferreira

Com base nos dados estatísticos dos últimos cinco anos, jogadores que atuam em ligas europeias de alto nível apresentam 68% mais consistência em situações de pressão em competições internacionais.
Wesley, embora talentoso, atua em uma liga com nível técnico 32% inferior ao da La Liga ou da Premier League, o que pode comprometer sua eficácia em jogos decisivos.
Além disso, o sistema 4-3-3 exigido por Ancelotti demanda um centroavante com capacidade de pressão alta - e Vitor Roque, apesar de sua juventude, demonstrou em 7 de 10 jogos recentes no Barcelona uma eficiência de finalização de 41%, superior à média dos centroavantes da seleção nos últimos 18 meses.
Portanto, a prioridade tática deveria ser garantir sua permanência no time titular, não apenas como teste, mas como base.

Laís Norah

Essa partida vai ser emocional demais. Milhares de tunisianos na França, o estádio cheio de verde e vermelho...
É como se a Tunísia tivesse um lar longe de casa.
E o Brasil? Tá tentando achar o seu próprio lar dentro desse time novo.
Eu não sei quem vai vencer, mas sei que vai doer pra quem ama o futebol.

Rodrigo Junges

Se o Fabinho não estiver com ritmo, é melhor deixar ele no banco. Já vi ele perder bola em transição três vezes num jogo só.
Se o Brasil quer ser sério em 2026, não pode depender de jogadores que já estão na fase de declínio.
É hora de dar espaço pro jovem, mesmo que o velho tenha títulos.

Luciana Castelloni

Esse jogo é mais do que um amistoso. É uma escolha. O Brasil está escolhendo entre o passado e o futuro.
Vitor Roque, mesmo com apenas 19 anos, já tem a coragem de tentar o impossível em campo.
E se ele não for o centroavante da Copa? Talvez ele seja o símbolo de que o Brasil ainda consegue sonhar.

Ronaldo Vercesi Coelho Jr

Todo mundo tá esquecendo que a Globo cancelou o Sessão da Tarde pra passar esse jogo
Isso é uma armadilha pra fazer a gente achar que isso é importante
Na verdade, é só pra vender mais anúncio
Eles querem que a gente esqueça que o Brasil tá na pior da história do futebol
E que o Ancelotti tá só aqui pra ganhar grana
Esse jogo é uma farsa

Guilherme Silva

Galera, o importante é o time se unir e jogar com coração!
Se o Vitor Roque marcar, vai ser histórico.
Se perder, a gente aprende e melhora.
Brasil, vamos lá!

guilherme Luiz

Mano, a Tunísia tá chegando forte, e o pessoal daqui ainda acha que é só um amistoso
Esquece que eles têm jogadores que jogam na Europa e não são moleza
Se o Brasil não acordar, vai tomar um susto
E o Fabinho? Tá com a perna pesada, mas se ele der uma ajudinha, o time tá bom
Brasil, bora!

Walacis Vieira

É claro que Ancelotti vai colocar Wesley, o cara que nunca jogou em um clube sério na Europa
Ele tá só tentando agradar o mercado árabe e vender mais camisas
Wesley é o novo Neymar da Arábia - um produto, não um jogador
E Vitor Roque? Um garoto que vai ser usado como isca pra gerar hype
Enquanto isso, o Lucas Paquetá, que realmente entende o jogo, tá na lata
Isso aqui é um show de marketing, não futebol
Se o Brasil quer ser campeão, precisa de coragem, não de publicidade

Mike Stucin

Boa noite, galera 🌙
Se o Vitor Roque jogar bem, vai ser o nome do ano.
Se não, a gente tenta de novo em março.
Brasil, com fé e coração 💪🇧🇷

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Turian Biel

Turian Biel

Sou especialista em notícias e gosto de escrever sobre tópicos relacionados às notícias do dia a dia no Brasil. Trabalhando como jornalista há mais de 15 anos. Tenho uma abordagem analítica e procuro trazer uma perspectiva diferenciada aos leitores. Meu objetivo é manter as pessoas informadas sobre os acontecimentos mais relevantes.

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